O Processo de desospitalização dos pacientes psiquiátricos e seus possíveis desdobramentos na cida

Esta pesquisa tem o propósito de considerar como a produção de conhecimento sobre a loucura é apropriada pelas pessoas, na cidade. Para tanto, levantou-se a seguinte problemática: a cidade, em suas relações cotidianas, legitima o paradigma psiquiátrico-psicológico? Ou existem práticas que incitariam a produção e a circulação de outros saberes sobre a loucura? O procedimento adotado para a coleta de dados foram as entrevistas que abordavam os seguintes eixos temáticos: o conceito de loucura; as práticas que circunscrevem a relação louco/cidade e a posição política em relação ao processo de desospitalização psiquiátrica. O campo empírico compunha-se de representantes de diferentes instituições: da rede psiquiátrica, da promotoria pública, da rede municipal de ensino, da rede religiosa, presidentes de associações civis, além de transeuntes e os pacientes psiquiátricos que freqüentavam o CIAPS da cidade. Como resultado, observou-se que as formas de tratamento psiquiátrico, na atualidade, estão aliadas às práticas que se reconhecem a partir de outros campos sociais e de outros saberes tais como: as práticas familiares, religiosas, médicas, psicanalíticas, educacionais, jurídicas, psicológicas e até mesmo culturais e artísticas. Desse encontro complexo de relações de forças emergem novas regras para a gestão da relação entre as formas de aparecer da loucura e os circuitos da cidade, que objetivam a administração de riscos do indivíduo e das populações. Assim, permite-se a presença de andarilhos, de possessos, de mendigos e loucos, na cidade, desde que essa presença esteja demarcada por uma prescrição racional.

por FERNANDO ZANETTI

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